A importância da Transformação Digital vem sendo abordada em muitas pesquisas realizadas por diversas partes do mundo e com empresas de diferentes setores.

Mas quando tratamos de um setor tradicional e altamente regulado como o de seguros, qual é o papel que a tecnologia vem desempenhando para alavancar mudanças?

O mercado de seguros é conhecido por ter pouco contato com seus clientes e apresentar lentidão para adotar tecnologias. Contudo, a geração atual – especialmente os millenials ou Y – é sedenta por serviços inovadores, rápidos, sob demanda, high touch e focados na experiência do usuário.

Uma gama de tecnologias inovadoras está prevista para ser aplicada no setor de seguros e, com isso, realizar uma grande transformação. Computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT), sistema de posicionamento global (GPS), plataformas digitais, drones, blockchain, inteligência artificial (AI), analytics e ciência de dados estão fornecendo novas maneiras das organizações se envolverem com seus clientes, controlar riscos, definir preços e melhorar a eficiência. Estas tecnologias também permitem a criação de novos produtos, serviços e modelos de negócios de seguros.

A tabela a seguir exibe algumas das tendências globais de tecnologia para o mercado de seguros.

Tendências tecnológicas que estão transformando o mercado de seguros - Bridge Consulting

Os modelos de negócio também devem ser revistos para considerar a adoção das tecnologias. Novos dispositivos de monitoramento possibilitam a análise de variáveis ainda inexploradas pelo mercado, gerando vantagem competitiva. Como exemplo, tem-se o modelo do seguro que é baseado apenas no perfil de uso do serviço (use-based insurance), mais justo e aderente às características e hábitos do cliente. Já a modalidade “peer-to-peer” utiliza princípios da economia compartilhada para a proteção contra acidentes e catástrofes, dispensando totalmente o intermédio de seguradoras para a contratação de um seguro. Neste caso, é utilizada a tecnologia do blockchain para firmar acordos entre pessoas físicas por meio de “contratos inteligentes” (“smart contracts”), ou seja, seguros, imutáveis e sem chance de fraude.

Até mesmo a estrutura organizacional das empresas deve ser remodelada, pois atividades repetitivas como cálculos, análises jurídicas e leituras de documentação tendem a ser realizadas por sistemas de inteligência artificial, possibilitando redução de custos e aumento de assertividade na previsão de resultados. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria de dados Tata Consultancy Services (TCS), o mercado de seguros é o que mais investe em desenvolvimento de inteligência artificial para coletar dados diversos e transformá-los em informações relevantes. O estudo aponta que 80% dos entrevistados de diferentes setores da indústria global investem em inteligência artificial, com média de investimento na casa dos US$ 70 milhões. Já o setor de seguros se destaca, registrando um investimento da ordem de US$ 124 milhões em sistemas com a tecnologia.

As mudanças também afetam a forma como as seguradoras se relacionam com o cliente final. A tendência é que as empresas de seguros se tornem mais próximas dos seus clientes, sendo parte do seu dia a dia, à medida em que a comunicação se torna mais rápida e efetiva. Assim, esta configuração dispensa a relação do cliente com o corretor como condição necessária e imprescindível para a compra e manutenção de um seguro. Esta prática é chamada de “no middle-man” isto é, sem intermediários. Segundo relatório do Institute of International Finance, é provável que a figura do corretor passe a ser aos poucos substituída por um advisor independente que oriente o cliente na formação de uma carteira de investimentos e proteções financeiras.

Ao mesmo tempo em que as tecnologias emergentes oferecem oportunidades para que as seguradoras tradicionais se modernizem e se reinventem, elas também as obrigam a responder às novas fontes de concorrência. As empresas startups – cada vez mais financiadas e ágeis – estão começando a fazer incursões no mercado, concentrando-se nas demandas não atendidas do consumidor, reduzindo custo e fornecendo novos serviços. Assim, os grandes players do setor devem avaliar como a tecnologia está começando a remodelar o contexto do mercado de seguros e os potenciais desafios e oportunidades que o setor enfrenta.

A fim de ajudar as seguradoras em sua Transformação Digital, a Bridge Consulting possui um time especializado em redesenho e digitalização da jornada do cliente. Nosso trabalho é marcado pela excelência técnica e entrega de valor. Entre em contato e conte conosco para alavancar seus resultados (contato@bridgeconsulting.com.br).

Bridge Consulting

Patrícia Moraes é bacharel em Engenharia Química pela UFRJ e consultora na Bridge Consulting. Atua em projetos de redesenho de processos organizacionais em clientes do setor privado.